Roda Viva é o espelho da decadência no jornalismo - O Correspondente

quarta-feira, 1 de agosto de 2018

Roda Viva é o espelho da decadência no jornalismo

REPRODUÇÃO/RODAVIVA


Roda Viva é o espelho da decadência no jornalismo 

Assisti pela segunda vez à entrevista do Jair Bolsonaro, no Roda Viva, que foi exibida na segunda-feira, e percebi inúmeras “pataquadas” dos jornalistas que fizeram perguntas ao entrevistado. Uma delas foi quando a jornalista Daniela Lima (Folha de S.Paulo), disse que ao usar o voto impresso a pessoa imprimia o comprovante e levava para a casa. Meu Deus! Será que ela não leu, que ao imprimir o registro do voto, posteriormente é depositado de forma automática na urna, sem ter contato manual do eleitor. Pois é, isso mostra uma forma de despreparo da jornalista, independente se ela é a favor ou contra ao voto impresso. 
Existe uma regrinha básica que aprende no primeiro semestre do curso de Jornalismo, se chama apuração, acho que esqueceu ou faltou algumas aulas durante o curso. 

Outro fator, foi o comportamento dos noticiaristas, se perderam, ficaram nervosos e fizeram caras e bocas. Me fez lembrar um vídeo de uma palestra de dois articulistas, Filipe G. Martins e Taiguara Fernandes, ambos do portal Senso Incomum, em que na palestra os dois analisaram como seria os jornalistas nas perguntas diante de candidatos, sem estar diante das redações, sem as filtragens. 

O terceiro aspecto, parece que os jornalistas não aprenderam, a mesma coisa que aconteceu nos Estados Unidos com Donald Trump, está acontecendo no Brasil, informações falsas, tentam colocar de todas as formas a sua ideologia e pagam de justiceiros, dizendo que defendem “minorias”, e se ter a opinião contrária, o chamam de: “racista”, “fascista”, “machista”, “imperialista”, “misógino”, “homofóbico”. O que me faz lembrar uma frase de Winston Chuchill, “os fascistas do futuro chamarão a si mesmos de antifascistas”.

A quarta e última constatação, que foi até analisada por Allan Dos Santos, apresentador do canal Terça Livre, durante o programa Boletim da Manhã, é de que a maioria dos alunos de humanas saem das universidades com pensamentos unilaterais, pois só trabalham com textos de autores de esquerda, convivem com professores militantes e “grupinhos” que defendem a mesma bandeira socialista. E quando se formam e vão trabalhar nas redações de grandes veículos, como da Folha de S.Paulo, Estado de Minas, O Globo, os jornalistas não estudam, não lêem livros de escritores conservadores, e ficam no seu “mundinho”, preso nas editorias da empresa. Salve raras exceções, como Augusto Nunes, Alexandre Garcia,  Felipe Moura Brasil, Fernanda Salles, Joice Hasselmann e Paulo Martins, que fogem dessa bolha “progressista”.

Ver: Como acabar com o jornalismo de Wikipédia, retirado do canal Terça Livre
https://www.youtube.com/watch?v=eW2SFcW20M4&lc=z23zwdfxtozuvrcyr04t1aokgfqqfbb0oqxxztpv4ieebk0h00410