Ponto a ponto do pífio ensino brasileiro
A educação no Brasil tem vivido uma
decadência nos últimos anos, ocupa a 39ª posição no ranking mundial, ficando atrás de
países como México, Tailândia, Colômbia e Argentina, de acordo com uma pesquisa
feita pela consultoria britânica Economist Intelligence Unit (EIU) pela Pearson,
empresa também responsável pela publicação dos jornais Financial Times e The
Economist. O estudo foi feito através de notas de estudantes de diferentes
países, em que foram mencionadas as disciplinas de matemática, ciências e
habilidades linguísticas.
Outro índice importante que reforça o
declínio do ensino brasileiro foi uma pesquisa a pedido pela Revista VEJA a CNT
/ Sensus em 2008 e a UNESCO em 2004, em que mostra o papel da escola pelos
professores: formar cidadãos 78%, contribuir para a formação profissional 14% e
ensinar as matérias 8%.
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Ver: “Pais aprovam as escolas ruins”.
VEJA, 16 de agosto de 2008. Disponível em: ‹https://veja.abril.com.br/brasil/pais-aprovam-as-escolas-ruins/›.
Acesso em 05 jun. 2018.
Ver: Trecho retirado da serie “Congresso
Brasil Paralelo de 2016“, com Miguel Nagib, criador do movimento “Escola Sem
Partido”. Disponível em: ‹https://www.youtube.com/watch?v=5SaE6-E09x8›. (ver a
partir dos 0 e 27 do vídeo). Acesso em 05 jun. 2018.
Estrago na educação, segundo José Monir Nasser
Pensando nisso, decidi mapear os principais pontos que levaram a degradação da educação e cultura das "terras tupiniquins", passando por estudiosos como Olavo de Carvalho e José Monir Nasser.
"Tudo se inicia com o padre Ivan
Illich (1926 – 2002), nascido na Áustria, mais de origem sérvio, ele andou na
America Latina na década de 70, fazendo estragos imensos", é o que relata
o ex-escritor José Monir Nasser em uma palestra realizada no Espaço Cultural É
Realizações, em 29 de Outubro de 2008. O
sacedote foi responsável por escrever um livro chamado “Sociedade Sem Escolas”,
e fez uma critica a educação na sociedade contemporânea, para ele “ a escola
apresenta problemas que prejudica seu importante papel social, pois esta dentro
de uma comunidade, sociedade, país, no universo, interligado e globalizado”. E
com isso, o padre conclui que o professor por ser o dono da verdade, acaba
limitando outras trocas de informações e liberdade de pensamento entre os
alunos. O que se pode concluir as redes de aprendizagem hoje em dia, caso do
uso da internet, em que temos uma variedade de conteúdos e podemos checar a
veracidade deles a si mesmo, se tem ou não uma corrente ideológica por trás,
como a educação marxista, predominante no ensino brasileiro, a qual irei
abordar a seguir.
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Ver: “Palestra com o José Monir Nasser,
no Espaço Cultural É Realizações, em 29 de Outubro de 2008”. Disponível em: ‹https://www.youtube.com/watch?v=JwcrYK22Mgo&t=459s›.
(ver a partir dos 5 e 42 do vídeo). Acesso em 07 jun. 2018.
Ver: “O programa relata a crítica do
austríaco Ivan Illich ao papel excludente do sistema educacional feita no livro
"Sociedade sem Escolas", muito influente na década de 1970”.
Disponível em: ‹http://tvcultura.com.br/videos/37723_sociedade-sem-escolas.html›.
Acesso em 07 jun. 2018
Agora em 1964...
Em 1964, aconteceu o regime militar, em que os comunistas queriam implantar a ditadura do proletariado de Cuba no Brasil, controlar o poder político, mas o governo militar liderado por Castelo Branco se preocupou mais com combater os grupos de guerrilheiros armados e esqueceu-se de combater os "intelectuais" da esquerda, que foram se infiltrando e ocupando lugares nas escolas, redações de jornais e ambientes culturais, cinema, teatro, musica, etc. Com isso, foram desconstruindo os valores ocidentais judaico-cristão, de costumes, família, religião, patriotismo, e implementando a ideologia marxista, criado pelo filosofo alemão Karl Marx. Mais tarde estudada estrategicamente pelo filosofo italiano Antonio Gramsci, como uma forma de penetrar nas instituições, sendo defendida a seguinte ideia:Antonio Gramsci diz:
“Não tomem quartéis, tomem escolas e
universidades; não ataquem blindados, ataquem ideias gerando dúvidas, nunca
apresentando certezas e propondo o diálogo permanente; não assaltem bancos,
assaltem redações de jornais; não se mostrem violentos, mas pacifistas e vítimas
das violências da direita.”
Em contrapartida o Olavo de Carvalho...
O filosofo Olavo de Carvalho afirma que
o método socioconstrutivista foi prejudicial à educação, pois no
socioconstrutivismo existe dois métodos, o aluno e o mundo, que seria o objeto,
e com isso o sujeito cria as estruturas, por abstrações e fazendo as
generalizações, ate que no fim obtém uma concepção do mundo a partir de um
experimento espontâneo, sem ter uma capacidade abstrativa de gênios como
Aristóteles ou Charles Darwin. Esses alunos acabam virando analfabetos
funcionais, sem se quer saber uma tabuada, escrever corretamente com
conhecimento gramatical, e substituindo por matérias de ciências sociais
enraizadas pela ideologia de esquerda, filosofia alemã da Escola de Frankfurt e
Paulo Freire, que pregava a luta de classes no sistema educacional,
desconstituindo a propriedade privada, conceito de família, religião liberdade
individual, e colocando o Estado em primeiro lugar interferindo na educação dos
filhos, pregando uma agenda totalmente destruidora da tradicional civilização
ocidental.
E atualmente o que vemos nas
universidades federais, principalmente das áreas de humanas, e uma verdadeira
lavagem cerebral e doutrinação ideológica, livros de Alta Cultura, como Machado
de Assis ou filosofia clássica grego-romana, foram substituídos por autores
revolucionários, que defendem bandeiras em prol da minoria, movimento negro,
aborto, feminismo, gayzismo e ideologia de gênero, em que a esquerda chama por
identidade de gênero.
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Ver: “Olavo de Carvalho, entenda o
Socioconstrutivismo e, como ele acabou com a educação, trecho retirado do True
Outspeak, 29 de agosto de 2012”.
Disponível em: ‹https://www.youtube.com/watch?v=t90NaDqYOv8&t=272s›.
Acesso em 09 jun. 2018
